Dança e Interatividade

Corpo de Dança do Amazonas apresenta a segunda etapa do Projeto In Loco, no Parque Rio Negro, na sexta-feira (9)

Performances, interação e casualidade. Isto e um pouco mais será apresentado por bailarinos do Corpo de Dança do Amazonas (CDA) e acadêmicos do Curso de Dança da Universidade do Estado do Amazonas (UEA), na segunda etapa do Projeto In Loco, que acontece nesta sexta-feira (9), a partir das 16h, no Parque Rio Negro, localizado na orla do Bairro de São Raimundo, Zona Oeste de Manaus.

A ideia do projeto, segundo o diretor do CDA e professor do Curso de Dança da UEA, Getúlio Lima, é proporcionar a expansão do fazer artístico dos grupos de bailarinos, profissionais e acadêmicos, totalizando 62 pessoas, para além das estruturas físicas do seu trabalho diário, indo ao encontro do público em espaços abertos onde exista um contínuo fluxo de pessoas.

“Por meio de performances, os bailarinos pretendem se aproximar da sociedade, difundindo cultura e fomentando arte por meio da dança”, explica ele. Na visão do diretor, ao promover parcerias com instituições públicas de ensino, o CDA abre espaço para a reflexão e o diálogo, contribuindo para a concepção de novos olhares sobre a arte.

Lima ressalta que a troca entre os bailarinos profissionais e os acadêmicos, por meio das performances num ambiente aberto, onde a interação e a casualidade se apresentam como ponto de intersecção, poderá promover instigantes olhares sobre os diferentes corpos, as variadas técnicas e apresentar outros caminhos para a investigação na dança.

“Será gratificante e desafiador permitir que a arte por meio da dança transite em cada um dos lugares propostos, deixando mais movimentos, música, beleza, expressão e experiências casuais”, disse.

Do latim, In loco é uma expressão que significa “no lugar” ou “no próprio local”. O projeto lança o desafio aos grupos participantes de reunir e organizar as performances em cada espaço público escolhido. A cada apresentação surge uma nova criação, nova roupagem em espaços diferenciados, agregando para os artistas, que produzem novos movimentos e vivências.

O repertório é escolhido pelos próprios bailarinos e acadêmicos, com músicas populares de compositores locais e nacionais, para dança contemporânea, de modo a envolver o público e conversar com ele na hora da apresentação.

Dança e espaço público

A primeira etapa, realizada no dia 20 de abril deste ano, no Largo de São Sebastião, no Centro, teve boa recepção do público. ”Paramos o Largo. De turistas estrangeiros a estudantes, todos pararam para assistir. E espaços como esses são potenciais para performances artísticas, são bonitos e bem cuidados, promovendo uma relação da natureza com a cidade, com as pessoas e com a cultura”, declarou Getúlio Lima.

A experiência contribui também para a formação dos acadêmicos do curso de Dança da UEA, segundo Lima, pois no projeto eles interagem cenicamente com os bailarinos do CDA, os quais só veem nos palcos. E podem ainda sair da sala de aula para mostrar ao público o que aprendem e produzem na universidade.

Para Isis de Oliveira, 27, que cursa o 5º período de Dança da UEA, o projeto ajuda a aproximar os artistas do público, quebrando a “barreira” de que cultura é um produto caro e distante. “No In Loco divulgamos a arte da dança e que o Amazonas tem curso para isso. Ele contribui para que tenhamos experiências diferenciadas em espaços alternativos. As pessoas em nossa volta prestaram muita atenção e gostaram. Percebi que eles se interessam pelo que assistem. Fiquei feliz em ver. Alguns bailarinos até interagiram com o público e ele respondeu”, finalizou.

Como desdobramento do projeto In Loco, Lima pretende fazer uma grande mesa-redonda para falar sobre seus três eixos temáticos: a ocupação dos espaços públicos; as performances em locais públicos; e a relação entre bailarinos profissionais e acadêmicos da Dança, a fim de promover reflexão e ações acerca do tema.

SERVIÇO

EVENTO: 2ª Etapa – Projeto In Loco
DATA: 9 de junho de 2017 (SEXTA-FEIRA).
HORA: 16h.
LOCAL: Parque Rio Negro, localizado na orla do Bairro de São Raimundo, Zona Oeste de Manaus.
ENTRADA: Gratuita.